quarta-feira, 12 de julho de 2017

Uma viagem nem um pouco sonhada - Resenha

Uma viagem nem um pouco sonhada

Autora:Arlene Diniz
Ano: 2017
Páginas: 260
Editora: Upbooks


Sinopse:
Shopping. Cinema. Piscina. Praia. Festas do Pijama regadas a muito brigadeiro. Tudo isso estava na lista de coisas essenciais para as férias de verão perfeitas de Betina, uma carioca de 15 anos super-descolada. Criada numa família cristã, vai à igreja desde a barriga da sua mãe. Mesmo assim, Betina não leva a fé muito ao pé da letra e vive a vida da maneira que acha melhor. Ela e suas duas melhores amigas, Beca e Luca, planejaram as férias por meses. O que não estava nos planos de Betina, porém, era que sua mãe viesse não com a proposta e sim com a informação de onde toda a família passaria as férias de janeiro: na casa da prima Zuleide, numa cidadezinha de interior que cheirava a esterco chamada Gruta Alta. A menina retrucou, chorou, esperneou... Mas nada foi suficiente para fazer a Dona Gláucia mudar de ideia, porque essa quando põe algo na cabeça... Sai de baixo! Betina que o diga. O jeito então foi arrumar as malas e partir rumo à roça. Mas para que a mãe não achasse que Betina se deu por vencida, a garota de opinião firme estava determinada a passar as férias inteiras trancada no quarto com cara de poucos amigos. Ela só não podia imaginar que as duas primas bregas até o último fio de cabelo que conhecera na infância estariam tão mudadas. Nanda e Sissa eram bonitas por fora e, principalmente, por dentro. Através delas, Betina conheceu uma galera pra lá de diferente que não só tirou seu desgosto com a viagem, como também marcou sua vida para sempre — até a eternidade.

Sabe aqueles livros apaixonantes? Que a vontade que você tem ao terminar, é ler tudo novamente... ler uma continuação sobre ele... sair contando e indicando para todo mundo? ... Sim, senti tudo isso e muito mais, ao concluir essa leitura. E antes mesmo de postar a resenha (um pouco atrasada, por andar com o tempo muito corrido), já falei sobre ele para várias pessoas que conheço.

Bom... vamos a resenha, espero que curtam e se interessem pela leitura 😉.

Uma viagem nem um pouco sonhada, trata-se de uma viagem de férias de uma família cristã, que por escolha dos pais, resolveram passar esse período, visitando parentes em uma cidade do interior. Algo bem natural, porém um tanto quanto difícil, para uma jovem de 15 anos, super "antenada" e "conectada" 24h...

Aquelas seriam as piores férias que a Betina poderia desejar. Longe das melhores amigas, do "ficante" mais gato da escola e principalmente, longe de tudo que se passa nas redes sociais... sim! Em Gruta Alta, até tem internet, porém o sinal é horrível - quase inexistente - . 
Essa não era a primeira visita de Betina à cidade, porém mesmo quando era mais jovem, ela nunca gostou do lugar, dos parentes, e não suportava as primas "caretas". 
O que ela não esperava era que logo no primeiro reencontro com as primas Nanda e Sissa, aquela sua "opinião formada" sobre elas e todo o resto, começaria a "cair por terra". E que ao ver o anjo - ops! - O Noah, um sentimento muito maior, surgiria em sua vida... Um sentimento tão simples, e ao mesmo tempo tão complexo... 


Uma viagem nem um pouco sonhada, é um romance cristão; pela capa poderíamos dizer que trata-se de um infanto juvenil, porém o seu conteúdo consegue atingir além desse público alvo, qualquer leitor - independente de idade e de religião -. A escrita da Arlene Diniz é simples, verdadeira e contagiante.

A Betina - protagonista - apesar de ter crescido em um lar cristão, de vivenciar os momentos da caminhada ao lado dos pais, como também dos outros jovens de sua congregação, ainda não conhecia verdadeiramente à Deus.

Durante essas férias, junto com as primas, o Noah e outros personagens, que mesmo sendo secundários, são extremamente marcantes e importantes no decorrer de toda a história, acaba descobrindo que ter uma religião, ir a uma igreja, participar de encontros de jovens... Não fazia dela uma cristã de verdade.
A Betina em alguns dias de férias, aprendeu mais do que em toda a sua vida, aprendeu que a conversão deve partir primeiramente de si, é algo que acontece de dentro para fora, que devemos descobrir, reconhecer, valorizar e mudar, quando assim for necessário... 

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." Mateus 7:21.

Converter a si mesmo, amar a si mesmo, respeitar a si mesmo... Tudo isso é essencial para que possamos amar ao Deus pleno e verdadeiro e transmitir também esse amor, para quem está ao nosso lado.

"Amar não é viver aprisionado a um sentimento [...] porque o amor, na verdade, liberta."

Essa foi a mensagem que consegui absorver ao final da leitura. Que em diversos momentos nos faz refletir, rir, e até se emocionar. Uma história muito bem "contada", com personagens bem construídos, e que apesar de ser "romance cristão", não "impõe" a religião, a autora tem um dom maravilhoso não só da escrita, mas também de nos apresentar ao Deus verdadeiro e nos fazer querer conhecê-lo melhor, conversar com Ele, agradecer e pedir, contar as alegrias e medos, demonstrar a necessidade que temos de tê-Lo em nossa vida.

Ao lado da Betina, de seus familiares, dos jovens de Gruta Alta, e também de seus amigos que ficaram lá no Rio de Janeiro à sua espera... Passamos momentos de altas risadas, diversão, angústias, medos, dúvidas... um misto de sentimentos reveladores, mas o mais lindo deles é o amor, o amor apresentado de diversas maneiras possíveis, porém sempre "simples e verdadeiro"

Quanto a edição da UpBooks, eu achei a capa super fofa e os elementos apresentados, tem tudo a ver com a história. As páginas são amareladas e as fontes são de um ótimo tamanho para leitura. Bem revisado, não encontrei erros ortográficos. 

Ps. Se você não é Cristão Evangélico, e não costuma ler esse gênero de livro, sugiro que dê uma oportunidade não só para esse, mas também para outros títulos (tenho alguns resenhados aqui - Uma chance para a esperança/ Upbooks - Viagens Fantásticas pela Bíblia Antologia Cristã I/Upbooks - Quero me apaixonar/Chiado ), pois se a leitura de um livro qualquer, sempre tem algo a nos acrescentar... esse gênero com certeza, vai te trazer experiências novas e marcantes.


Para conhecer mais sobre a autora, segue nas redes sociais... e para adquirir o livro, é só ir lá no site oficial da Editora. Deixarei os links abaixo 😉
Arlene Diniz - Canal YouTube - Blog - Facebook




segunda-feira, 10 de julho de 2017

Todos Iguais, Poucos Diferentes - Resenha

TODOS IGUAIS, POUCOS DIFERENTES
Autora: Morais de Carvalho
Idioma: Português de Portugal
Editora: Chiado Editora


Sinopse:
Agora, neste preciso momento, esqueça o que está ao seu redor. Pare e sente-se comigo neste banco de jardim. Observe todas estas pessoas que correm, que sobrevivem, que morrem. Sinta o seu cheiro a desespero, veja a sua luta diária para pertencer à sociedade. Repare agora nos pormenores: a vizinha que me acolhe nos seus braços e me vem dizer um «olá», uma mulher que foge de mim por ter medo de se tornar num ser louco como eu e um gato que se esfrega nas minhas pernas. Venha, sente-se comigo no meu banco de jardim e no final poderá decidir se quer ser afinal como todos os outros, levantar-se e ir a correr atrás de todos nós, à procura de coisa nenhuma, ou se por outro lado prefere sentar-se neste banco e caminhar os seus próprios pensamentos. Sente-se, vou contar-lhe a minha estória, a minha loucura.
Resenha:
Uma obra de fácil leitura, mesmo em Português PT, é de fácil entendimento, narrado em primeira pessoa, contando a história de um homem sem identidade com o qual podemos ou não nos identificar em algumas passagens.
A autora inicia sua obra instigando o leitor a refletir “O que é ser normal?,”, “Sou normal?”, “O que tenho de igual ou diferente das outras pessoas?”. Vivemos numa sociedade onde poucos se preocupam com o bem estar do outro, muitos pensam apenas em si mesmo, seus problemas, sua própria vida. Presos no próprio egoísmo ou será, em sua própria insanidade?
No desenrolar da trama a autora nos apresenta um personagem principal sem nome, que vive só em um apartamento, sem família, sem amigos, sem sonhos e que encontra em Dona Maria um meio de se manter ligado à realidade, a única pessoa com quem se relaciona com carinho.
Em meio ao desespero, a correria do dia a dia, aos seus medos e anseios. Esse personagem procura um significado para tudo que aconteceu na sua vida desde a infância, quando senta no banco do jardim na companhia do gato que se tornou um amigo, ele se perde em pensamentos e devaneios, momentos que marcaram sua existência, principalmente no curto período em que viveu junto com seus pais e todo sofrimento que desencadeou com a separação, o momento em que foi viver longe dos seus familiares mesmo contra sua vontade.
Uma frase martelava em sua mente, sempre que começava a pensar nos acontecimentos de sua vida “TU ÉS ANORMAL”, como falei no inicio a autora trás esse questionamento, o que significa essa palavra e qual o peso que ela pode ter sobre a vida de alguém, como eu ou como você?

A autora trás uma abordagem diferente ao "Eu humano", com a construção de um personagem enigmático e complexo, em uma trama repleta de sentimentos, questionamentos e reflexões.


Só um louco fita a escuridão. Só um cego vê através dela. E lá estava eu a fitá-la...


O livro tem apenas 144 páginas, uma boa diagramação, as páginas são amareladas e super leves (algo que amo nos livros da Chiado).


Morais de Carvalho


Diana é o seu primeiro nome, por ser nome de princesa, segundo sabe. Nasceu na longínqua Moimenta da Beira, onde nada acontece e tudo se transforma em paisagens verdes e vivas. O seu amor por viagens só é ultrapassado pela paixão incondicional por gatos. O destino já a levou até à entrada da Área 51 nos EUA, bem como a um passeio pela fronteira da Faixa de Gaza. Apaixonada por mudanças, o que mais a admira na vida é o facto de não saber o amanhã. O amanhã não é de ninguém.

Para adquirir o livro - Chiado Editora